domingo, 1 de janeiro de 2012

Viagem a Berlin e o GPS

Depois de Ulfa, aproveitamos que já estávamos 200km acima de Karlsruhe, seguimos para Berlin, a capital da Alemanha, enquanto que Annerose e Manfred voltaram para Karlsruhe.
Seguimos por uma estrada muito bonita, com um pouco de neblina, através das florestas, para pegarmos a Autobahn uns 50 km acima. Interessante que o GPS, avisa quando estamos acima da velocidade permitida em cada trecho, imediatamente a cada nova placa.
A viagem de quase 500km, sucedeu sem problemas, paramos em uma Haltstelle, comemos ovo cozido e pão com presunto e queijo, que Annerose preparou.
A certo ponto da viagem ele mostra o desenho de um carro virado, e a que distância estamos, e a partir de que ponto começa o congestionamento. E pergunta se desejamos pegar o caminho alternativo, e o rádio na autobahn ele começa a entrar em todas as frequências e mesmo quando está desligado ele avisa.
Assim pegamos o atalho, passando por pequenas Dorfs e evitamos 13km de congestinamento.
Ele nos guiou até o Hotel sem a menor dor de cabeça.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Armário Embaixo da Escada

“Na rua dos Alfeneiros, nº4, estava escuro quando uma carta chegou endereçada ao armário embaixo da escada” Não. A carta chegou a rua Steinstrasse, nº59 onde Gertrud Maichatz mora. Visitamos este armário e percebemos que ele se estendia, que ele se estendia se transformando em algo tooooooooooooootaaaaaaaaaaaallllllllllmeeeeeeeeeeeeennnnnnnte ampliado, como um apartamento, mas a secretaria dos direitos humanos não permite ninguém morar lá porque... Ninguém merece morar num porão e pelo frio. Tanto é que eles utilizam esses porões como depósito, ou seja, coisas com valor especial que não quer jogar fora, mas se você ver, terá umas coisas bem legais dos seus antepassados que eles nunca te contaram. Segundo as informações locais, esse porão pode ser utilizado como armazenamento de comida por conta de seu clima frio, mas suportável. Por exemplo, lá encontramos um geléia de 1987. Isso deve estar o maior horror. Mas lá é possível conservar nozes, geleia, nozes, geleia, nozes... E outras coisas. Mas foi muita boa experiência e digo até melhor do que o armário do Harry Potter porque nesse pode habitar uma família. Guia de coisas que se pode botar nos porões: Bicicleta velha, comida, móveis, adegas....................................................

Fröhe Weihnachten OU Feliz Natal?

A pergunta do título desta postagem se refere ao nosso natal passado na cidade de Ulfa, Nidda. Bom eu posso dizer que o nosso natal foi mais “Fröhe Weihnachten” do que “Feliz Natal”, mas se eu dissesse ao contrário, também não estaria errado, então se pode dizer que está no meio. Começamos o nosso Natal fazendo uma coisa que praticamente todos os alemães fazem ir à igreja.  O natal é o dia que a igreja fica mais cheia. Fomos a uma simpática igreja de Ulfa, onde celebramos esta linda festa que é o natal. Lá, nos mergulhamos no espírito natalino (Mesmo sem entender quase nada – Tiago e Mariana). Completou essa maravilhosa celebração uma bela mensagem do Pr. Timon sobre o nascimento de Jesus. Depois, retornamos a casa de Dona Gertrude, onde comemos um delicioso raclete e depois celebramos em família (brasileiros e alemães) o Natal. Nessa hora, haja tradução de Antônio e Edna. Nessa “comemoração”, cada um deu sua pequena contribuição sobre o seu entendimento da mensagem natalina e cantamos várias músicas brasileiras e alemãs que falam do nascimento de Jesus. Assim, nos aprofundamos ainda mais no sentido do natal, e por fim, hora dos presentes onde todos trocaram os presentes em celebração. Nessa hora, ouviu-se muito “Danken” (obrigado). Então, comemoramos o natal na mais perfeita comunhão e alegria e fizemos isso num grande estilo “Fröhe Weihnachten”. E também no “Feliz Natal”.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Carvalho de Lutero.


Os habitantes de Ulfa, tiveram uma maneira singular de homenagear Martinho Lutero, em 10 de novembro de 1883, ao lado da Igreja do povoado de Ulfa, foi plantado um Carvalho, este Carvalho é uma lembrança ao quadringentésimo aniversário (400 anos) do nascimento de Lutero.
Hoje este Carvalho está com 128 anos, e bonito relembrando durante mais de um século quem foi Martinho Lutero para todos que por ali passam. Não posso falar frondoso, pois nesta época do ano as árvores estão sem folhas.
Como o carvalho vive até 1300 anos, durante muito tempo ele estará lá para lembrar a todos que por alí passam, que somos salvos pela graça, conforme está em Romanos 1,17 "o justo viverá pela fé", conforme resaltou Martinho Lutero.

Monumento aos Mortos nas Guerras.


Cada cidade, vila, povoado (Dorf) possui um monumento aos mortos nas Guerras, e em Ulfa não poderia ser diferente, então estas pessoas daqui estão representadas, tanto no centro do povoado, na Igreja, como também no cemitério. Ulfa, onde estamos no momento tem 1200 habitantes e aí na lista temos a relação dos que morreram nas Guerras, um pequeno número na guerra contra a França, a última guerra que a Alemanha venceu, em 1870, os que caíram na 1ª. Guerra Mundial e também na segunda Guerra Guerra. Interessante é que mostra onde estes caíram e em que ano. Durante a primeira guerra, a totalidade dos habitantes daqui morreram no lado Oeste, na França, enquanto que na segunda a quase totalidade no Este, isto é na Rússia. 


Chegada a Ulfa


Hoje cedinho (não é, Pai?) saímos de Karlshure, onde estávamos até então, e seguimos para Ulfa. Esta simpática cidadezinha é onde mora Dona Gertrudes, a mãe de Anerrose, e foi onde decidimos passar o Natal.
Mas antes, é preciso descrever um pouco o caminho até lá. Nas quase três horas de viagem, pudemos ver paisagens maravilhosas, tipicamente alemãs: colinas verdejantes, florestas de pinheiros ou de árvores sem folhas, e outras cidadezinhas pequeninas e graciosas do tipo que só se vê nos filmes.
Chegando a Ulfa, percebemos que é igualzinha às outras cidades por que passamos (chamada de Dorf, que significa “vilarejo”). Nos acomodamos na casa de D. Gertrudes (bastante aconchegante), e depois de um rápido almoço fomos dar uma volta na “cidade”.
Devido ao seu incrível tamanho, pudemos percorrê-la em menos de uma hora, mas a paisagem da cidade compensa qualquer coisa. As casas e praças são lindas, e a vista é deslumbrante. Descobrimos alguns fatos interessantes também, como, por exemplo que antigamente, quando não haviam aquecedores elétricos, as pessoas colocavam os animais, como cavalos e vacas, debaixo das casas, para que seu calor pudesse aquecer todos que estavam lá dentro...
De qualquer modo, nos impressionamos com a beleza da cidade, tanto de dia quanto à noite. 


Ulfa


Não é Ufa, e sim Ulfa, aqui passamos o Natal. Neste povoado mora Gertrud Maischatz, a mãe de Annerose, estamos aqui pela terceira vez e é uma experiência sem igual. O povoado tem 1200 habitantes, e aparentemente é uma vila muito antiga, achados de 4000 anos atrás, um machado de pedra, mas documental temos que a vila ficava fora do Império Romano, uns 80km, e é citada deste esta época. Praticamente não vemos  ninguém na rua, a cidade tem uma padaria, um açougue e nenhum supermercado. É composta de casas antigas, todas grandes com um pátio interno, Bauerhof, porém tudo renovado e com muito conforto internamente. Todas com aquecimento, exemplarmente pintadas, cuidadas, com as cortinas nas janelas, as estrelas de natal, a iluminação de natal, sem um, um sequer papel no chão, e assim se vai.
Como sempre fomos muito bem recebidos por ela, chegamos no dia 24, e já estava preparado o Café mit Kuchen, onde conversamos bastantes. Depois demos uma volta até o Cemitério, e a noite fomos ao culto de Natal na Igreja. Aqui, neste povoado não tem Igreja Católica, só a Evangélica tradicional e o que eles chamam de Comunidade Evangélica (Evangelisch Gemeinschaft), que é uma Igreja independe da estrutura tradicional. Depois do Culto voltamos para casa, comemos Raclete, e fizemos o nosso tradicional culto de Natal, com algumas músicas e as palavras de Tiago, inclusive com uma árvore de natal verdadeira, um pinheiro de verdade. Ao contrário do Natal anterior, que tinham tanta neve, que muitos não puderam sequer sair de casa, este foi um natal sem neve, o tempo estava quente, a temperatura estava em 5° C. Foi um Natal inesquecível e que conversamos de tudo, inclusive sobre a Guerra, tema normalmente não comum aqui nas nossas conversas da Alemanha.